Menos animais mortos na estrada!

Esta sexta-feira vão ser apresentados no parlamento projetos de resolução do PEV, do PAN e do BE nos quais recomendam ao Governo que “proceda a um estudo sobre o número de atropelamentos de animais, o seu impacto e catalogação e a constituição de um grupo multidisciplinar para definir prioridades, abordagens e metodologias”.

Infelizmente é elevado o número de animais selvagens atropelados nas estradas, incluindo espécies ameaçadas, como é o caso do lobo ibérico ou do lince ibérico, mas também de micromamíferos, aves, répteis e batráquios.

Os últimos números apontam para 260 mil animais mortos por ano nas estradas portuguesas. Em 2013, foi encontrado morto na A23 um lince ibérico protegido e nascido em Espanha e, recentemente, já em 2016, uma fêmea foi encontrada também se vida.

 

Há períodos mais propensos ao atropelamento.

A época crítica para as aves decorre entre o fim da primavera e o verão e, em especial, para os morcegos, entre os meses de maio e agosto. Os animais carnívoros correm maior perigo no outono, a estação que regista um maior número de mortalidade, porque é a época de acasalamento e da caça. Em qualquer estação do ano, os períodos do amanhecer e anoitecer são as piores, pois são as horas em que os animais procuram alimento.

 

“É preocupante numa altura em que a biodiversidade não só em Portugal, mas no planeta está em declínio. É preciso perceber que medidas devem ser tomadas com alguma urgência para reduzir esta mortandade”.

Victor Cavaco

 

O atropelamento de animais é um risco para a proteção das espécies e de ecossistemas, e também para a integridade física dos utilizadores das vias.

 

Espécies mais ameaçadas: cães, gatos, mochos, lince, lobo ibérico, raposas, lontras, ouriços-caixeiros e corujas.

 

 

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